Manifestantes se reuniram em frente à residência de Santiago Peña para exigir que ele fosse preso em vez de permanecer em prisão domiciliar, o que gerou confrontos com policiais. Diante da pressão e por questões de segurança, o ex-presidente paraguaio foi transferido na madrugada deste sábado para uma unidade militar.
A transferência acontece após o Senado do Paraguai decidir pelo impeachment de Peña em decorrência da investigação sobre a falência do Ueno Bank. Ele estava em prisão domiciliar por ordem do Ministério Público, que apontou indícios de abuso de confiança e outros crimes no caso.
O Banco Central interveio na instituição financeira ao constatar que o índice de solvência caiu abaixo do exigido, deixando cerca de 3 milhões de clientes — quase 40% da população — sem acesso às contas. Peña era acionista do grupo controlador do banco e havia indicado Carlos Carvallo para presidir o Banco Central, que comandou o Ueno até agosto de 2023.
No dia em que os deputados protocolaram o pedido de impeachment, Peña anunciou sua renúncia, mas a Câmara não aceitou a solicitação e deu prosseguimento ao processo.
