Na tarde de sexta-feira (11), as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) se recuperaram, com a taxa do DI para janeiro de 2028 fixada em 13,62% e a do DI para janeiro de 2035 em 14,165%, em ambiente marcado pela volatilidade decorrente da decisão do presidente do STF, Edson Fachin, de conceder 24 horas ao ministro André Mendonça para retirar o sigilo dos documentos da investigação do caso Master, menos informações de diligências em andamento.
Contexto Institucional e Antecedentes da Decisão Judicial
A recuperação das taxas ocorreu após uma manhã de queda acentuada, com o DI de 2035 atingindo mínima de 13,999% às 10h03, enquanto o IPCA registrou deflação de 0,32% em agosto, abaixo da projeção inicial, e o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA) revelou queda de 2% nas vendas no varejo frente ao mês anterior, o pior desempenho desde 2020.
A decisão do STF, tomada às 16h36, pressionou o mercado ao sinalizar o fim do sigilo processual no caso Master, que envolve supostos desvios financeiros na campanha eleitoral de 2018, gerando incerteza sobre possíveis impactos na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula (PT) na corrida presidencial.
A taxa do DI para janeiro de 2035 alcançou 14,165%, estabilizando-se após oscilações entre 13,999% e 14,215% no mesmo dia.
Repercussão Política e Consequências para o Mercado Financeiro
O ministro André Mendonça cumpre prazo estrito para tornar público os documentos da investigação do caso Master até as 18h do dia seguinte, conforme determinação judicial que exclui apenas informações referentes a diligências em curso, com risco de prejuízo à apuração oficial.
Investidores reagiram à expectativa de desgaste político ao Flávio Bolsonaro ao comprar taxas em alta como mecanismo de proteção contra volatilidade decorrente da crise institucional e da divulgação iminente de provas que podem afetar sua candidatura presidencial.



