O Ministério do Trabalho recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no trabalho entre quarta-feira (28/10) e sexta-feira (30/10), período que corresponde aos três primeiros dias de funcionamento do canal criado após o segundo turno das eleições.
O Sudeste concentra quase metade dos registros, com 2.087 casos (48,5% do total), sendo São Paulo o estado com maior número de denúncias (1.325), seguido por Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345).
Outras regiões também apresentaram números expressivos: Nordeste com 784 registros, Sul com 757, Centro-Oeste com 378 e Norte com 299.
Os relatos estão sendo analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho, que já iniciou inspeções para apurar as denúncias recebidas.
O governo federal, o Ministério Público e o Tribunal Superior do Trabalho atuam conjuntamente para combater a prática, incluindo notificações a plataformas digitais como Google e Meta sobre conteúdos que incentivem perseguição política.
O ministro Luiz Marinho afirmou que empregadores não podem ameaçar ou discriminar funcionários por suas escolhas políticas, ressaltando que o voto é livre e secreto.



