Na quarta-feira (23/9), a Polícia Civil do Paraná deflagrou operação para prender duas mulheres, de 44 e 19 anos, acusadas de submeter familiares a extorsões sistemáticas totalizando prejuízos superiores a R$ 70 mil, com apreensão de bens de luxo adquiridos com recursos ilícitos.
Contexto Institucional e Antecedentes da Investigação
A ação policial, coordenada pela delegacia de Curitiba, resultou na apreensão de joias Swarovski e Pandora, bolsas Louis Vuitton e Dior, além de uma calcinha Gucci, evidenciando o padrão de consumo extravagante sustentado pelos valores extorquidos das vítimas — duas irmãs, o pai e o avô da menor — que resistiram à pressão psicológica e física imposta pela dupla.
Apurado que os crimes ocorreram de forma contínua no âmbito familiar, a quadrilha teria utilizado a contratação fraudulenta de seguro fictício contra suposto hackeamento de dispositivos eletrônicos como desculpa para coagir os parentes, mantendo-os sob controle por meio de ameaças de divulgação de dados sensíveis a criminosos reais.
As vítimas suportaram humilhações como pintar o corpo de azul e ouvir áudios com ruídos vexatórios por horas, enquanto perdiam mais de R$ 70 mil em prejuízos financeiros.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Apuração
A delegada responsável pelo caso, El Santos, afirmou que as investigações buscam comprovar participação de terceiros e mapear eventuais novos bens ou valores derivados das atividades ilícitas, com possibilidade de ampliação das penas por crimes contra o patrimônio e sujeição a medidas cautelares rigorosas.
Especialistas em direito penal indicam que, se confirmada a prática sistemática de extorsão agravada por tortura psicológica e física, as réus podem responder por até 12 anos de reclusão em regime fechado, além da perda definitiva dos bens apreendidos.



