Na noite de 5 de outubro de 2026, o ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) formalizou seu apoio à chapa Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno das eleições presidenciais, após registrar expressiva derrota na disputa, com 326.488 votos, equivalente a menos de 1% dos votos válidos, enquanto o Ministério Público Eleitoral aciona a Justiça Eleitoral por suposto uso indevido do sigilo do voto durante a votação.
Contexto da Campanha e Resultado da Apuração
A divulgação do apoio ocorreu por meio de vídeo postado nas redes sociais do político mineiro na noite anterior, no qual ele afirmou: "Voto contra o PT. Voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula", declarando posicionamento claro em favor da chapa do partido PL, embora tenha obtido desempenho inferior a 1% dos votos válidos, totalizando 326.488 sufrágios, o que o colocou na sexta colocação final na disputa presidencial.
O episódio gerou imediata repercussão institucional, com o Ministério Público Eleitoral acionando a Justiça Eleitoral após constatação de que Zema teria levado dois aparelhos eletrônicos para a cabine de votação, conduta considerada incompatível com o sigilo do voto previsto no artigo 98 da Lei nº 9.504/1997.
Zema obteve 326.488 votos, representando menos de 1% do total válido, enquanto formalizou apoio a Flávio Bolsonaro após derrota eleitoral.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Jurídicos
O Ministério Público Eleitoral confirmou abertura de inquérito para apurar suposto crime contra a secretidade do voto, com base em relatos de testemunhas e laudos periciais que comprovam a presença de dois dispositivos eletrônicos na cabine durante a apuração.
As declarações do ex-governador foram recebidas com cautela por dirigentes do TSE e por setores da sociedade civil, que apontaram para a necessidade de preservação dos princípios democráticos diante de manifestações que conjugam apoio político com alegações de irregularidades processuais.



