Na quinta-feira (8), a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou que a economia do país deverá registrar crescimento de 6,5% no terceiro trimestre de 2024, impulsionada pela recuperação acelerada da produção petrolífera e pela retomada de atividades em outros setores, após os terremotos de junho que devastaram partes do território venezuelano.
Contextos Institucionais e Convergência de Dados Econômicos
A afirmação foi proferida durante encontro com líderes empresariais, onde Rodríguez destacou o aumento de 8% na produção anual de petróleo bruto, que atingiu cerca de 1,25 milhão de barris por dia em julho, refletindo a retomada da capacidade produtiva após interrupções decorrentes dos sismos e das sanções internacionais.
O s sismos de junho, registrados em magnitude superior a 6,0 na escala Richter, causaram interrupções logísticas e operacionais no setor energético, mas as autoridades ressaltam que as usinas e refinarias foram rapidamente restabelecidas com apoio técnico do Estado, consolidando uma recuperação que se estende para além do âmbito energético.
A Venezuela projeta captar US$ 12 bilhões em financiamento público e privado nos próximos dois anos para sustentar sua recuperação econômica.
Repercussões Jurídicas e Estratégias de Parceria Internacional
Rodríguez afirmou que o governo busca consolidar parcerias com investidores estrangeiros, especialmente após o interesse manifestado por empresas americanas em retomar operações nas refinarias venezuelanas, num movimento alinhado às negociações entre Washington e Caracas para garantir fluxo estável de petróleo bruto às refinadoras dos Estados Unidos.
A expectativa de recebimento de US$ 12 bilhões em recursos públicos e privados nos próximos dois anos inclui aportes de instituições financeiras multilaterais e acordos bilaterais voltados à modernização da infraestrutura petroquímica e à ampliação da exploração de campos onshore.


