Na manhã de sexta-feira, 16 de outubro, a cidade da Candangolândia, no Distrito Federal, viu seu espaço público transformado em palco de um feminicídio brutal: Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, 30 anos, foi morta a tiros na cabeça e no tórax pelo ex-companheiro André Eduardo Alves da Silva, 40, após ameaças reiteradas e histórico de violência psicológica.
Contexto Institucional e Histórico da Violência Doméstica
A apuração jornalística, corroborada por laudo pericial do Instituto de Medicina Legal (IML) e o boletim de ocorrência registrado pela mãe da vítima, Josi Varela, revela que Mayara havia formalizado denúncia contra o suspeito em janeiro de 2023 sob o rito da Lei Maria da Penha, com relato de ameaças verbais e controle agressivo do relacionamento.
O caso se insere em um cenário alarmante de impunidade: segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do DF, 68% dos registros de violência doméstica na capital permanecem sem conclusão judicial definitiva, evidenciando fragilidades sistêmicas na proteção das mulheres.
Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, mãe de dois filhos pequenos e recepcionista recentemente contratada, morreu após receber ao menos três tiros à queima-roupa no crânio e ao tórax por ex-parceiro foragido.
Repercussão Legal e Desafios na Apuração Criminal
A Polícia Civil do DF acionou o Grupo de Atuação Especial contra Violência (Gaev) para conduzir as investigações com prioridade máxima, enquanto o Ministério Público Federal aguarda laudo complementar para eventual caracterização do crime como feminicídio qualificado.
Especialistas apontam que a morte de Mayara evidencia a necessidade urgente de implementação efetiva das medidas protetivas judiciais, já que o suspeito responde a processo por violência contra a mulher desde janeiro, sem que haja prisão preventiva ou restrição efetiva à sua movimentação.



