O Brasil abriu 121.305 vagas de trabalho formal em setembro de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo decorre de 2.214.437 admissões contra 2.093.132 desligamentos no período.
O resultado representa uma queda de 43,5% em comparação com setembro de 2025, quando foram criados 214.609 empregos formais. Frente a agosto deste ano, que registrou 161.062 postos, houve retração de 24,7%.
De janeiro a setembro de 2026, o acumulado é de 1.248.914 empregos formais, redução de 27,9% sobre as 1.731.398 vagas abertas no mesmo período de 2025. Nos últimos doze meses, entre outubro de 2025 e setembro de 2026, o saldo chegou a 787.073 postos, crescimento de 1,65% no estoque de vínculos.
Com isso, o estoque total de empregos formais ativos no país atingiu 48.359.577 vínculos.
Quatro dos cinco grandes grupos econômicos tiveram saldo positivo em setembro. Os serviços se destacaram com a criação de 81.241 postos, alta de 0,34% sobre agosto; dentro desse setor, administrativas e serviços complementares contribuíram com 18.386 vagas e saúde humana e serviços sociais com 15.403.
A indústria gerou 19.285 empregos formais e o comércio abriu 15.697 vagas; na construção civil foram criados 9.468 postos, com obras de infraestrutura respondendo por 4.669 novas vagas.
A agropecuária foi o único setor com saldo negativo, fechando 4.381 postos em setembro, influenciado pela redução no cultivo de café (-5.548) e alho (-1.396). No acumulado do ano, todos os cinco grupos apresentaram crescimento do emprego formal.
No recorte estadual, 26 das 27 unidades federativas tiveram saldo positivo em setembro; São Paulo liderou em valores absolutos com 19.391 vagas, seguido por Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110). O Rio Grande do Sul foi o único estado com saldo negativo: fechamento de 2.937 postos.
O salário médio real de admissão em setembro foi de R$ 2.429,41, leve queda de 0,05% frente aos R$ 2.430,51 de agosto; na comparação anual com setembro de 2025 (R$ 2.384,50), houve alta de 1,88%.
Dos postos criados no mês, 78,1% foram vínculos típicos (94.729 vagas) e 21,9% não típicos (26.576 postos); os salários médios foram de R$ 2.480,24 para vínculos típicos e R$ 2.054,61 para não típicos.


