A Justiça Eleitoral do Pará reverteu, no domingo (23), a suspensão da divulgação da pesquisa AtlasIntel sobre as intenções de voto para o Governo do Estado nas eleições de 2026, realizada entre 14 e 19 de agosto, após análise de documentos que comprovavam a regularidade do levantamento perante o TSE.
Contextualização Institucional e Legal da Decisão Judicial
A juíza auxiliar da Justiça Eleitoral do Pará, Marielma Ferreira Bonfim Tavares, determinou a revogação da liminar que havia impedido a publicação dos resultados da pesquisa contratada pela Faciapa, após a apresentação de novos documentos pela AtlasIntel e parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.
A decisão considerou que os registros da pesquisa, realizados antes da divulgação e incluídos em um cadastro nacional específico para a eleição presidencial, não violavam normas eleitorais, afastando qualquer indício de irregularidade na inclusão de perguntas sobre o pleito presidencial.
A pesquisa AtlasIntel aponta Hana Ghassan (MDB) com 48,6% e Daniel Santos (Podemos) com 40,5% nas intenções de voto para governador do Pará, diferença de 8,1 pontos percentuais.
Repercussão O ficiosa e Cenários Futuristas
A Procuradoria Regional Eleitoral reconheceu a legitimidade dos dois registros – estadual e nacional – e declarou que a suspensão não tinha fundamento jurídico, reforçando a postura técnica da magistrada que priorizou o conteúdo factual sobre questionamentos formais.
Com a liberação dos dados, especialistas apontam que o cenário sinaliza competitividade acirrada para 2026, enquanto o próximo segundo turno simulado pela AtlasIntel projeta vantagem de 54% para Ghassan contra 46% de Santos nos votos válidos.



