Na noite de domingo (13/9), o ex-estrategista de comunicação da administração Trump, Jason Miller, publicou nas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial que vinculava o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo penal contra Jair Bolsonaro no STF, a uma tornozeleira eletrônica, reforçando alegações de envolvimento em esquema corrosivo ao colapso do Banco Master, movimento financeiro que demandou investigações de US$ 10 bilhões conduzidas pelo Banco Central e Polícia Federal em 2023.
Contexto Institucional e Histórico das Investigações sobre o Banco Master
A apuração realizada pela Polícia Federal e pelo Banco Central revelou que o Banco Master, fintech com forte atuação no mercado de crédito digital, acumulou fraudes estruturais entre 2022 e 2023, culminando em seu colapso após descobertas de sonegação fiscal, uso irregular de capital e movimentações suspeitas envolvendo figuras próximas ao governo Bolsonaro; o ministro Moraes, ao atuar como relator na ação penal que apura tentativa de golpe de Estado e possíveis redes de influência financeira, tornou-se alvo central de campanhas midiáticas que associam sua figura ao desastre financeiro.
Antecedentes recentes indicam que o ministro tem sido frequentemente alvo de desinformação e narrativas distorcidas nas redes sociais, especialmente por atores ligados a interesses econômicos e políticos que buscam desgastar sua autoridade judicial em momentos de alta tensão institucional.
O Banco Master movimentou US$ 10 bilhões em transações suspeitas antes de sua paralisação definitiva sob investigação federal.
Repercussão Jurídica e Mobilização Política em Ambientes Eleitorais
A publicação de Miller gerou imediata reação da Advocacia-Geral da União e do Ministério Público Federal, que classificaram a imagem como tentativa de difamação institucional e violação à imparcialidade do magistrado, enquanto o Conselho Nacional de Justiça acionou medidas para apurar eventuais abusos nas redes digitais contra autoridades.
Especialistas em direito processual criminal apontam que a associação infundada entre Moraes e o colapso bancário pode gerar recursos para anulação de atos processuais, embora a jurisprudência consolidada reafirme a legitimidade das investigações conduzidas sob sua relatoria.



