Flávio Bolsonaro deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos após perder as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva, descumprindo uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que lhe impedia de sair do país. A Polícia Federal havia alertado sobre o risco de fuga, já que o senador é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O governo norte-americano concedeu vistos para Flávio e sua família, gesto interpretado como um aceno ao clã Bolsonaro, do qual também faz parte Eduardo Bolsonaro, que reside no país desde fevereiro do ano passado. Diante disso, interlocutores do Itamaraty indicam que a diplomacia brasileira não deve se envolver no assunto neste primeiro momento, tratando a situação como uma questão exclusiva do Poder Judiciário.
O caso se soma a um cenário bilateral já turbulento, marcado por crises desde a aplicação de tarifas pelos EUA e acusações sem provas de fraude nas eleições brasileiras feitas por Donald Trump. Para o Palácio do Planalto, a coordenação entre a família Bolsonaro e autoridades da Casa Branca tem prejudicado a relação entre os dois países, sendo este considerado o maior desafio da política externa do quarto mandato de Lula.



