O custo do transporte de contêineres para Manaus, já impactado pela seca extrema na região Norte, pode registar elevação de até 150% em decorrência da redução do calado dos rios devido ao El Niño, conforme revelado por estudo da consultoria A&M Infra, vinculada à Alvarez & Marsal e encomendada pela Abac, que aponta restrições operacionais que comprometem a navegabilidade e inflacionam os gastos logísticos.
Contexto Hídrico e Desafios O peracionais na Navegação do Amazonas
A pesquisa da A&M Infra, baseada em dados de 2023 e 2024, demonstra que a seca provocada pelo fenômeno El Niño reduziu significativamente o calado navegável nos principais rios da região Norte, com restrição de dois metros provocando queda de 35% na capacidade de transporte e aumento de 63% no custo unitário, enquanto a redução de 3,2 metros em outro cenário mais severo gera retração de 55% na movimentação e elevação de 150% nos valores logísticos, evidenciando a vulnerabilidade da cadeia produtiva amazônica.
As consequências se intensificam com a escassez hídrica prolongada, que tem forçado a suspensão de escalas, atrasos operacionais e necessidade de adaptações estruturais, como o uso de píeres flutuantes em Itacoatiara para mitigar paralisações recorrentes, enquanto o estudo alerta que Manaus encontra-se em posição crítica por carecer de alternativas logísticas viáveis diante da projeção de novas ondas secas em 2027.
O custo do transporte de contêineres para Manaus pode subir até 150% devido à seca causada pelo El Niño, com capacidade reduzida em até 55% sob restrição de 3,2 metros no calado.
Repercussão Institucional e Caminhos Estratégicos para a Logística Amazônica
O diretor-executivo da Abac, Luis Resano, enfatizou a necessidade de enfrentar as raízes do problema logístico em vez de adotar apenas medidas paliativas, destacando que mesmo com soluções temporárias, como a utilização de píeres flutuantes e adaptações operacionais, os custos permanecem elevados e a eficiência logística é comprometida.
A expectativa é que as hidrovias passem por novas severas estiagens em 2027, reforçando a urgência de investimentos em dragagem programada e concessão dos sistemas fluviais para garantir previsibilidade, segurança e sustentabilidade nas operações portuárias do Amazonas.
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