Francisco Iturbide, presidente da Liga MX, formalizou à Concacaf e à Fifa o requerimento para que clubes mexicanos retornem à Copa Libertadores da América, pleito que foi inicialmente negado pela entidade presidida por Gianni Infantino, que defende a exclusividade continental dos participantes.
Contexto Estratégico e Resistência da Fifa
A apuração revelou que o pedido oficial da Liga MX, encaminhado em documento técnico à sede da Confederação Norte, Centroamericana e do Caribe (Concacaf) e à Federação Internacional de Futebol (Fifa), foi recebido com ressalva técnica: a Fifa entende que a presença de equipes de diferentes confederações no mesmo certame continental compromete a integridade competitiva do torneio.
Nos bastidores, fontes próximas à administração do futebol mexicano apontam que a iniciativa parte de uma estratégia de elevação de padrão técnico e financeiro das equipes nacionais, almejando maior visibilidade internacional e reforço no desenvolvimento de talentos.
O último registro de participação mexicana na competição data de 2016, quando Puebla, Pumas e Toluca obtiveram vagas mediante campanhas regulares e resultados consistentes no Campeonato MX.
A Fifa rejeitou o pedido da Liga MX para que clubes mexicanos disputem a Copa Libertadores, mantendo a regra de exclusão continental.
Repercussão Imediata e Desafios na Reintegração
Instituições reguladoras manifestaram preocupação com possíveis desequilíbrios orçamentários e calendários conflitantes, já que a competição sul-americana tem cronograma distinto do calendário doméstico mexicano.
Iturbide reiterou seu compromisso em negociar ajustes estruturais com a Fifa, incluindo critérios de elegibilidade mais flexíveis que permitam a reentrada gradual dos clubes mexicanos sem prejuízo da competição local.
Especialistas apontam que a decisão da Fifa pode motivar novas discussões sobre um modelo híbrido ou convênios pontuais entre confederações para fomentar integração regional sem romper padrões estabelecidos.



