Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado encontraram-se em Goiânia no dia 6 de outubro para consolidar o respaldo do governador ao candidato à Presidência no segundo turno, em gesto que sinaliza alinhamento estratégico e antecipa possíveis mudanças na estrutura do Ministério da Segurança Pública, caso a chapa vence as urnas.
Contexto Histórico e Estratégico do Encontro
A reunião entre Flávio Bolsonaro, coordenador de campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás, ocorreu em ambiente reservado no centro da capital goiana, com a agenda centrada na articulação política para o segundo turno eleitoral e na troca de experiências em segurança pública, onde o programa IA Contra o Crime, implantado desde 2015, já teria resolvido 2.5 mil ocorrências criminais, contribuindo para a queda da taxa de homicídios violentos de 46,1 para 16,5 por 100 mil habitantes entre 2015 e 2025, índice este abaixo da média nacional de 19,1.
O programa goiano, que integra câmeras de vigilância com inteligência artificial para análise em tempo real de comportamentos suspeitos e identificação de padrões criminosos, tem sido citado como referência no debate nacional sobre modernização da segurança pública, especialmente em razão da expressiva redução do roubo de veículos — que caiu 95% desde 2018 — e da eficiência operacional que gerou pelo menos 38 vezes mais prisões por equipamento comparado ao programa 'Smart Brasil', inspirado em iniciativa paulistana.
Goiás registrou queda de 46,1 para 16,5 mortes violentas por 100 mil habitantes entre 2015 e 2025, índice significativamente inferior à média nacional de 19,1.
Repercussão Política e Desdobramentos Futuro
A eventual nomeação de Caiado para o Ministério da Segurança Pública, caso a chapa Bolsonaro vença as urnas, tem gerado discussão sobre a continuidade ou ruptura das políticas de segurança pública já em curso no governo federal, especialmente em razão da trajetória técnica e operacional do programa goiano que já demonstrou eficácia comprovada na redução de crimes violentos.
Com a proximidade do segundo turno eleitoral e o histórico inigualável de nenhum candidato à Presidência superar o adversário no primeiro turno desde 1989, o encontro entre os dois reforça a estratégia de união de bases entre o segmento conservador e os governadores com histórico de gestão eficiente em segurança pública.



