Na reta final do mandato, o Ministério de Portos e Aeroportos não divulgou novos investimentos para os setores durante a apresentação da carteira estratégica 2027-2030 na quinta-feira (8), concentrando-se na consolidação de iniciativas já estruturadas ao longo dos últimos anos, em um cenário marcado pela indefinição eleitoral e pela urgência de efetivar compromissos financeiros já assumidos.
Consolidação Estratégica e Prioridades de Investimento
A pasta federal reiterou seu foco na continuidade de projetos já em andamento, como a repactuação do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), e o programa AmpliAR, que visa integrar aeroportos regionais a contratos com maior potencial econômico, sem previsão de novos recursos públicos para expansão imediata.
Em 2026, os investimentos públicos somaram R$ 243,7 milhões em aeroportos e R$ 2,32 bilhões em portos, enquanto o setor privado contribuiu com R$ 2,4 bilhões em aviación civil e R$ 8,1 bilhões em portuária, com destaque para a queda de R$ 10 bilhões no aporte privado portuário frente ao período anterior.
R$ 7,1 bilhões em crédito adicional liberados pelo FNAC para impulsionar projetos aeronáuticos já estruturados
Repercussão Técnica e Desafios O peracionais
O ministro Tomé Franca destacou que o crédito do FNAC será direcionado à conclusão da arbitragem contratual do Viracopos, à dragagem dos acessos aquaviários e ao projeto Moegão no Porto de Paranaguá, visando otimizar fluxos logísticos sem depender exclusivamente de verbas orçamentárias.
Especialistas apontam que a dependência de instrumentos financeiros não orçamentários reflete a necessidade de alavancagem de recursos privados para viabilizar obras de infraestrutura estratégicas num período de restrição fiscal.



