A morte de Luigi Gabriel da Cruz Sales, de 12 anos, após queda durante brincadeira no pátio do Colégio Estadual Professor Basílio Chrum, em Castro (Paraná), no dia 25 de setembro, acende o debate sobre protocolos de segurança escolar e efetividade do atendimento emergencial, com a Polícia Civil investigando possível omissão no socorro imediato.
Contexto Institucional e Detalhes da Apuração
Segundo o delegado Marcondes Ribeiro, responsável pela investigação, sete estudantes participavam da brincadeira no pátio da escola, na qual quatro indivíduos puxavam a mão de um colega abaixado para que permanecesse em pé sob impulso, ação que resultou na queda de Luigi contra o chão e posterior impacto no tórax, conforme registrado pelas câmeras de segurança da instituição e descrito em laudo preliminar da Polícia Civil.
A criança foi encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento apenas às 16h25, aproximadamente quarenta minutos após o ocorrido por volta das 15h40, fato que gerou questionamento sobre a demora no acionamento do Samu e na coordenação entre a direção escolar e os serviços de emergência médica.
Luigi Gabriel morreu quatro dias após queda durante brincadeira supervisionada por colegas no pátio do colégio.
Repercussão O ficiosa e Desdobramentos Jurídicos
Em nota oficial, o Consórcio Intermunicipal do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (CimSAMU) manifestou seu repúdio à ocorrência e confirmou a instauração de procedimento administrativo interno para apurar a conduta das equipes entre o acionamento do 15h40 e o atendimento às 16h25, destacando comprometimento com protocolos de resposta rápida em emergências escolares.
O Ministério Público do Paraná e a Secretaria de Estado da Educação foram acionados para avaliar eventuais lapsos na supervisão pedagógica e na execução do plano de contingência em situações de risco à integridade física dos alunos.



