Nos dias 17 e 18 de setembro, a Converse lançou uma campanha nas redes sociais que gerou imediata controvérsia ao expor uma imagem com modelo vestindo saia branca e tênis preto da marca, iluminada por luz em formato de estrela, fato que desencadeou acusações de associação simbólica à Ku Klux Klan, levando à rápida retirada do material e ao pedido de desculpas da empresa.
Contexto Institucional e Histórico da Campanha
A apuração jornalística confirmou que a imagem em questão foi veiculada exclusivamente pelos canais oficiais da Converse, sem autorização prévia de terceiros, e que a interpretação pública da composição visual — destacada pelo sombreamento angular no fundo e pela configuração do calçado ao lado da modelo — foi imediatamente vinculada por internautas ao capuz e aos símbolos da organização supremacista branca norte-americana, cujas raízes históricas remontam à era da segregação racial nos Estados Unidos.
Conforme registros digitais das plataformas sociais, a publicação circulou por menos de 48 horas antes de ser removida, após o surgimento de milhares de comentários que denunciaram a suposta alusão ao apito de cachorro — expressão utilizada para designar mensagens codificadas com conotações racistas veladas — fato que intensificou o debate sobre responsabilidade ética na construção visual de campanhas de moda.
A campanha foi exibida por menos de 48 horas antes da retirada oficial e do pedido de desculpas corporativo.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos Institucionais
A Nike, controladora da Converse desde 2003, sob a gestão do vice-presidente executivo John A. Sparks, emitiu nota técnica afirmando que a empresa está analisando o incidente em conjunto com sua subsidiária e reiterou seu compromisso com a diversidade e inclusão como pilares estratégicos corporativos.
O congressista Troy Carter, membro do Comitê de Direitos Civis da Câmara dos Representantes dos EUA, cobrou publicamente uma resposta formal da Nike, exigindo transparência sobre os processos internos de aprovação criativa e sugerindo que eventuais falhas poderiam acarretar sanções regulatórias ou pressão legislativa em âmbito federal.



