Na manhã de quinta-feira (1º/10), um furgão que transportava material radioativo contendo Actínio-225, substância utilizada em procedimentos oncológicos, foi alvo de roubo na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo; o veículo foi localizado no sábado (3/10) carbonizado em Ferraz de Vasconcelos, enquanto o material em questão foi recuperado na noite de segunda-feira (5/10), no Parque São Rafael, zona leste da capital paulista, na divisa entre Santo André e Mauá, sob responsabilidade da Polícia Civil.
Contexto Institucional e Procedimentos de Apuração
A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) confirmou que o material transportado obedecia às normas de segurança para manipulação hospitalar, uma vez que o Actínio-225, isótopo de curta meia-vida com aplicação clínica controlada, não apresentava risco imediato enquanto acondicionado conforme protocolos técnicos; a Polícia Civil, através do 55º Distrito Policial, coordenou a localização do material em área de mata próxima à divisa dos municípios paulistas, com apoio de agentes especializados em segurança do trabalho e rastreamento.
O fato gerou mobilização interinstitucional entre a ANSN, a Polícia Civil e o Ministério da Saúde, visando garantir a integridade do material e investigar as circunstâncias do crime, que até o momento permanece sem identificação dos autores ou motivação clara, apesar da apreensão do veículo incendiado no sábado seguinte ao roubo.
Material radioativo contendo Actínio-225, isótopo com aplicações oncológicas, foi recuperado após incêndio total do furgão que o transportava em Ferraz de Vasconcelos.
Repercussão Técnica e Desdobramentos Imediatos
A ANSN destacou que o risco à população permaneceu controlado devido à blindagem do contêiner do material, embora a abertura indevida pudesse gerar exposição injustificada à radiação, conforme laudo técnico preliminar divulgado pela instituição; diligências seguem para identificar possíveis canais de negociação ou tráfico ilícito de substâncias nucleares no mercado negro.
As autoridades reforçaram a necessidade de auditoria nos protocolos de transporte de materiais perigosos e anunciaram reforço nas medidas de rastreamento e comunicação entre centros hospitalares e órgãos reguladores para evitar novos incidentes.



