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Política

Diplomacia brasileira descarta viabilidade de governo paralelo liderado por Flávio Bolsonaro

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Há 53 min
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Diplomacia brasileira descarta viabilidade de governo paralelo liderado por Flávio Bolsonaro
Fatos Rápidos da Notícia
  • Diplomacia brasileira vê como sem viabilidade jurídica ou política a tentativa de Flávio Bolsonaro de ser líder paralelo.
  • Fontes do Itamaraty monitoravam os movimentos bolsonaristas antes da publicação das cartas.
  • Possível resposta diplomática seria a evocação da lei da reciprocidade contra os EUA se Trump abraçar o discurso bolsonarista.
Resumo Editorial

A avaliação de fontes do Itamaraty indica que a tentativa de Flávio Bolsonaro de se posicionar como um líder alternativo do Brasil não possui base jurídica ou política para prosperar.

A diplomacia brasileira considera sem viabilidade jurídica ou política a tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de se autoproclamar uma espécie de "líder paralelo" do Brasil. A análise foi divulgada pela analista de política Isabel Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (29), com base em consultas a fontes do Palácio do Itamaraty antes e depois da veiculação das cartas assinadas pelo senador.

Segundo a analista, o Itamaraty já monitorava os movimentos do grupo bolsonarista antes mesmo da publicação das cartas e traçava possíveis respostas. Uma das hipóteses mencionadas pelas fontes seria a evocação da lei da reciprocidade contra os Estados Unidos, caso a gestão de Donald Trump apoiasse o discurso do bolsonarismo.

O contexto internacional também influencia o caso, pois a situação do bolsonarismo nos EUA ganha espaço devido ao cenário doméstico de Donald Trump próximo às eleições de meio de mandato. Para Isabel Mega, a equipe de Trump e Marco Rubio poderia utilizar as eleições brasileiras para gerar agitação e contestação de resultados nas urnas dos Estados Unidos.

A analista alertou ainda para o risco de Flávio Bolsonaro se tornar, para Donald Trump, o que Carla Zambelli representou para Jair Bolsonaro em 2022, episódio que pesou negativamente junto ao eleitorado brasileiro na véspera do segundo turno. Além disso, a mudança nas versões da carta — de "presidente eleito do Brasil" para "verdadeiro líder do Brasil" — indicou à diplomacia que a tentativa de instalar um governo paralelo, nos moldes de Juan Guaidó na Venezuela, não obteve o resultado esperado.

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