Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram que não se surpreenderam com a informação de que a Casa Branca teria participado diretamente da logística da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Segundo apuração do jornal The New York Times, o jato particular utilizado pelo senador, pela esposa e pelas duas filhas teria sido providenciado por Jason Miller, aliado da família Bolsonaro e membro da estrutura de comunicação do governo dos EUA.
Para integrantes do governo Lula, já estava claro que tanto a gestão de Donald Trump quanto a de Javier Milei, na Argentina, estavam envolvidas na operação que levou o senador ao território norte-americano. O alto escalão do Palácio do Planalto defende cautela e pretende aguardar o resultado das eleições de meio de mandato dos EUA, marcadas para terça-feira (3/11), antes de avaliar medidas diplomáticas sobre o caso.
De acordo com o NYT, Flávio e sua família entraram nos Estados Unidos por meio do mecanismo chamado “parole”, que permite a permanência temporária de estrangeiros por razões humanitárias urgentes ou benefício público significativo. O presidente dos EUA confirmou publicamente, na quarta-feira (28/10), que Flávio havia recebido permissão para entrar no país.
O jornal também identificou indícios, por meio de registros públicos norte-americanos, de que o senador apresentou o passaporte diplomático brasileiro, já cancelado, ao chegar aos EUA. Ainda segundo a publicação, Flávio poderá solicitar futuramente o green card, documento que concede residência permanente nos EUA, com possibilidade de processamento acelerado.



