Na madrugada de 15 de março, a Polícia Federal (PF), em conjunto com a Policía Nacional del Perú (PNP), realizou a O peração Amazônia 2026, destruindo quatro laboratórios de drogas e cinco pistas de pouso clandestinas na fronteira peruana da província de Mariscal Ramón Castilla, Loreto, onde eram utilizados para o tráfego aéreo de entorpecentes.
Contexto Estratégico e O peracional da Ação Conjunta
A ação coordenada, conduzida sob o comando da PF e com apoio logístico da PNP, abrangeu áreas remotas da região amazônica peruana, onde as pistas de pouso – construídas em terrenos alagados e acessíveis apenas por flutuadores – serviam como hubs logísticos para o transporte de drogas rumo ao Brasil e demais países da América do Sul.
A operação, que contou com equipes das divisões antinarcóticos e de inteligência das duas instituições, resultou na apreensão de 6,2 toneladas de sulfato de cocaína, 84 hectares de plantações de coca e quatro toneladas de folhas em beneficiamento, além de cinco toneladas e meia de insumos químicos não fiscalizados e mais de 12 toneladas de produtos químicos sob controle regulatório.
Mais de 18 toneladas de insumos químicos – tanto fiscalizados quanto não fiscalizados – foram neutralizados em um único operação coordenada entre Brasil e Peru.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Futuro
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, destacou que a O peração Amazônia 2026 representa um marco na combate ao tráfico transnacional, afirmando que 'a integração operacional entre as forças de segurança brasileiras e peruanas é essencial para a contenção das rotas narcotraficantes', e que novas fases da ação devem incluir monitoramento aéreo permanente das fronteiras amazônicas.
As autoridades peruanas anunciaram a criação de um centro integrado de inteligência na cidade de Iquitos, visando aprimorar a rastreabilidade das embarcações fluviais suspeitas, enquanto a PF sinaliza a possibilidade de expansão da operação para outras regiões fronteiriças do Amazonas brasileiro.



