Donald Trump afirmou, nesta segunda-feira (19/10), que está disposto a participar de uma reunião trilateral com Vladimir Putin e Xi Jinping, com foco no desarmamento nuclear, durante conversa que abordou a possibilidade de um encontro em novembro à margem da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Shenzhen.
Contexto Institucional e Antecedentes da Proposta
A declaração do ex-presidente norte-americano, proferida durante entrevista coletiva em Washington, reacendeu o debate sobre a arquitetura de segurança nuclear global, ao propor um encontro direto entre os líderes das três principais potências nucleares sem a mediação da Ucrânia, apesar da ausência de proposta formal ou cronograma definido para a concretização do diálogo.
As negociações preliminares foram confirmadas pelo Kremlin, que informou que a ideia foi levantada em fóruns diplomáticos, embora Yuri Ushakov, assessor do presidente russo, tenha mencionado o tema já em setembro, ressaltando que a realização dependeria da adequação das condições políticas e operacionais entre os envolvidos.
A proposta de um encontro trilateral entre Trump, Putin e Xi visa discutir o desarmamento nuclear, com potencial para reduzir o arsenais nucleares globais em até 30% se acordos concretos forem firmados.
Repercussão Diplomática e Desafios Geopolíticos
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, criticou duramente a iniciativa, alertando que uma reunião entre Trump, Putin e Xi sem a participação de Kiev poderia reforçar as dinâmicas que prolongam o conflito na Ucrânia, ao isolar o país de negociações diretas com Moscou.
Especialistas em relações internacionais apontam que a ausência de representantes ucranianos em um fórum de alto nível entre as três potências nucleares pode minar esforços diplomáticos já iniciados para cessar hostilidades e levantar dúvidas sobre o comprometimento ocidental com a soberania ucraniana.



