No dia 8 de setembro, quatro anos após o naufrágio da embarcação Dona Lourdes II, que vitimou 23 pessoas durante travessia entre o Marajó e Belém, familiares, sobreviventes e setores da sociedade civil se reunirão no Porto da Estação das Docas, em Belém, para realizar protesto marcado para as 6h30, reafirmando a demanda por justiça e transparência no caso.
Contexto Histórico e Desdobramentos do Caso Dona Lourdes II
A tragédia ocorreu em setembro de 2022, quando a embarcação afundou nas proximidades da Ilha de Cotijuba, após sair de Cachoeira do Arari, no Marajó, com destino a Belém; os 23 mortos incluíram passageiros e tripulantes, e o incidente gerou ampla comoção nacional por conta da precariedade das condições de segurança na operação fluvial.
O processo judicial contra Marcos de Souza O liveira, então comandante da Dona Lourdes II, seguiu em definitivo para o plano criminal após sua absolvição em instâncias anteriores e retorno à prisão preventiva; agora, com a decisão de submetê-lo a júri popular, o caso entra em nova fase decisória que pode redefinir responsabilidades e prazos para a apuração final.
Quatro anos após o naufrágio que tirou 23 vidas, familiares e sobreviventes voltam a Belém para exigir justiça e transparência na apuração do caso Dona Lourdes II.
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
A Justiça determinou que o réu seja submetido a júri popular, processo este que deve definir sua responsabilidade criminal em julgamento coletivo, com possibilidade de aplicação de pena de reclusão efetiva caso a culpabilidade seja comprovada.
Enquanto o Ministério Público Federal acompanha de perto o andamento do caso e pode intensificar investigações sobre as condições operacionais da embarcação, as autoridades locais reforçam a necessidade de cumprimento das medidas de segurança exigidas para atividades fluviais no Pará.



