Após o clássico entre Santos e Corinthians, disputado em 30 de agosto e encerrado com vitória santista por 1 a 0 na Neo Química Arena, seis torcedores corintianos foram identificados pela Polícia Civil de São Paulo como responsáveis por hostilizarem o garoto Pedro Mello, de oito anos, e sua mãe após a entrega da camisa de Neymar ao menino durante o intervalo do jogo.
Investigação e Apuração das Circunstâncias
A Delegacia de Repressão e Análise aos Delitos de Intolerância Esportiva (DRADE), sob coordenação do delegado Cesar Saad, utilizou imagens do sistema de segurança da arena e registros de jornalistas para identificar os envolvidos no episódio, que configurou ato de provocação de tumulto, previsto no artigo 201 da Lei Geral do Esporte, após o confronto gerado pela entrega da camisa do jogador Neymar ao torcedor mirim.
O episódio ocorreu em plena madrugada esporteiva, com a criança tendo recebido a blusa diretamente das mãos de Neymar após o apito inicial, fato que desencadeou reações hostis por parte de segmentos da torcida corintiana, culminando em xingamentos verbais e arremesso de copos por espectadores próximos ao setor onde o garoto aguardava sua recompensa simbólica.
O Corinthians impôs multa de R$ 10 mil ao clube pelo STJD, com seis torcedores sujeitos à proibição de frequentar jogos por até três anos.
Repercussão Institucional e Consequências Legais
O clube paulista repudiou publicamente o comportamento dos torcedores e comunicou que as contas dos seis indivíduos foram suspensas no Fiel Torcedor, medida que impede seu acesso a benefícios e ingressos, enquanto o DRADE mantém as investigações sob sigilo para garantir a aplicação rigorosa das sanções cabíveis.
No jogo contra a Chapecoense, programado para 6 de setembro, os envolvidos não poderão entrar na Neo Química Arena, sob pena de nova aplicação das medidas disciplinares previstas na Lei Geral do Esporte.



