A pesquisa trimestral da Febraban, realizada entre 22 e 28 de setembro com 20 instituições financeiras, revelou que metade dos bancos prevê que a taxa Selic atinja 13,50% ao final de 2026, após corte de 0,25 ponto percentual em novembro e retomada do ciclo de reduções em março de 2027, sinalizando expectativa de aperto monetário prolongado em um cenário de inflação persistente e desaceleração econômica.
Contexto Institucional e Expectativas Monetárias
A pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), realizada com amostra representativa de 20 instituições entre os dias 22 e 28 de setembro, indicou projeções divergentes sobre a trajetória da taxa Selic, com 50% dos participantes antecipando seu atingimento ao patamar de 13,50% até dezembro de 2026, após o corte de 0,25 ponto percentual previsto para a reunião do Copom em novembro; os demais respondentes dividem-se entre os que antecipam o fim do ciclo de cortes ainda neste ano (30%) e os que mantêm a taxa estável ou ligeiramente abaixo do patamar mencionado (20%).
Essas expectativas refletem uma avaliação cautelosa dos bancos em face da combinação de pressões inflacionárias persistentes, desaceleração do crescimento econômico e o cenário internacional volátil, marcado por resiliência da atividade nos Estados Unidos e pela manutenção da inflação acima da meta no país.
Mais da metade dos bancos prevê que a taxa Selic fechará 2026 acima de 13,4% ao ano, com corte iminente de apenas 0,25 ponto percentual em novembro.
Repercussão Jurídica e Cenários Econômicos
As projeções foram recebidas com preocupação pelos órgãos reguladores e economistas, que destacam o risco de esgotamento do crédito e aumento da inadimplência, já que o levantamento aponta para inadimplência da carteira livre (PF+PJ) projetada em 6,1% para 2026 e 5,9% para 2027, com maioria dos entrevistados (65%) antecipando alta contínua do indicador até dezembro.
Especialistas apontam que o cenário pode gerar pressão adicional sobre o PIB, cujo crescimento está projetado por 45% dos bancos abaixo do consenso de 1,85% para 2026, embora 40% mantenham previsões alinhadas ao patamar oficial.



