O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu congratulações de mais de 100 chefes de governo e de Estado e de organismos internacionais pela vitória, em uma virada no último domingo (25), que lhe deu um quarto mandato à Presidência da República.
A lista inclui países governados pela direita, como Itália, Chile, Paraguai, Colômbia, Peru, Japão e até El Salvador de Nayib Bukele, que serviu de inspiração para a montagem do plano de propostas de segurança de Flávio Bolsonaro (PL).
Os Estados Unidos de Donald Trump, a Argentina de Javier Milei e Israel, no entanto, não reconheceram o processo brasileiro.
No Direito Internacional, não cabe a um país "reconhecer" governos. Os três países, que representam um eixo internacional de direita, no entanto, não se manifestaram oficialmente.
Trump tem levantado, sem provas, a ideia de que as eleições brasileiras "pareceram fraudadas", ao mesmo tempo em que diz que gosta de Lula. O jogo duplo mira o cenário interno, de eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
"Eu gosto do Lula, me dou muito bem com ele. Só acho que a forma como a apuração foi feita passou uma impressão muito ruim", disse.
O compilado leva em consideração mensagens que chegaram por via oficial, com nota de embaixadas e publicações em mídias sociais. Nos cálculos do Palácio do Itamaraty, são mais de 200 reconhecimentos contando com postagens de chanceleres, vice-presidentes e autoridades parlamentares.
Entre os líderes mundiais que parabenizaram Lula, estão o presidente chinês, Xi Jinping, o russo Vladmir Putin, o francês Emmanuel Macron e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sanchéz.



