Na noite de 3 de outubro de 2023, a Polícia Federal realizou operação em Boa Vista (Roraima) que culminou na prisão de cinco indivíduos suspeitos de atuarem na compra e venda de votos, com apreensão de R$ 1.200 em espécie, R$ 4 milhões e R$ 30 mil escondidos em meias, evidenciando um esquema estruturado de corrupção eleitoral em escala regional.
Contexto Institucional e Desdobramentos da O peração
A ação da Polícia Federal, coordenada pela Diretoria de Investigação Criminal, ocorreu após meses de apuração sobre movimentações financeiras suspeitas vinculadas a candidatos e seus aliados em Roraima, com foco em um imóvel utilizado como ponto de distribuição de recursos eleitorais ilícitos.
As diligências resultaram na identificação de um casal envolvido na negociação de votos, cujas mensagens revelaram o repasse de valores e o uso de documentos com dados pessoais de eleitores para fins de propaganda eleitoral.
O suspeito autuado pelo crime de resistência, identificado como ex-participante do esquema, possuía histórico de atuação política junto a candidatos federais.
Foram apreendidos R$ 5.230.000 em três localizações distintas durante a operação que desmantelou rede de compra de votos em Boa Vista
Repercussão Institucional e Próximos Desdobramentos
O Ministério Público Federal no Amazonas acionou a Justiça Eleitoral para apurar responsabilidade civil e criminal dos envolvidos, com ênfase na configuração do crime previsto no artigo 41-A do Código Eleitoral.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) declarou que o caso reforça a necessidade de aprimorar mecanismos de monitoramento financeiro em pleitos regionais e decretou sigilo processual sobre os nomes divulgados no material apreendido.



