A denunciante, que anteriormente integrava a rede conhecida como “império do job”, relatou à coluna Na Mira o funcionamento do esquema de prostituição de luxo, publicado na última terça-feira (27/10). Em seguida, ela passou a ser alvo de ameaças atribuídas à ex-patroa, apontada como uma das responsáveis pela operação.
Em um áudio obtido pela coluna, a cafetina desafia a ex-funcionária a encontrá-la pessoalmente e profere xingamentos e ameaças. Entre as declarações, consta a frase “Vou dar um tiro na sua cara, piranha”, além da afirmação de que “Isso aqui não é uma ameaça, minha filha. Isso aqui é um lembrete”. A gravação também menciona um homem com influência e poder, cuja identidade não foi esclarecida.
As ofensas incluem expressões como “puta rodada” e “filha da puta”, e há referência à intenção de incendiar o local onde a denunciante mora. A autora do áudio sugere que já poderia ter mandado atear fogo na residência da mulher e convida-a para um confronto físico caso seja “mulher de verdade mesmo”.
O esquema investigado pela coluna conta com estrutura de controle sobre as garotas de programa por meio de grupos de WhatsApp, onde são definidas regras, punições e restrições de acesso a oportunidades. Um dos mecanismos é o “Tribunal do job”, utilizado para decidir quem permanece na rede, sendo que mulheres em conflito com as administradoras podem ser excluídas.
As denúncias apontam ainda que o acesso a determinadas oportunidades exige pagamento de taxa de R$ 300, e mulheres removidas dos grupos podem ser obrigadas a pagar novamente para voltar a receber ofertas, cujos valores chegam a R$ 10 mil. Há também a “Black List Nacional/Internacional”, lista que restringe profissionais consideradas indesejadas e dificulta o acesso a agências e clientes no Brasil e no exterior.



