Na Avenida Paulista, centro de São Paulo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) realizou, em 7 de setembro de 2026, um ato político que reuniu milhares de apoiadores e provocou intensas polêmicas ao atacar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e anunciar a intenção de nomear cinco novos ministros ao tribunal superior.
Contexto Institucional e Estratégico da Manifestação
O evento, organizado pelo Partido Liberal (PL) e coordenado por lideranças bolsonaristas, ocorreu em um momento de polarização eleitoral acentuada, marcado pela divulgação de nova pesquisa do Datafolha, que apontou Flávio Bolsonaro com 33% das intenções de voto no primeiro turno e 44% no segundo turno, contra 38% e 46% do presidente Lula (PT), respectivamente. O ato ocorreu sob forte esquema de segurança e logística, contando com a presença do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, aliados do PL como André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além da participação da bispo Sonia Hernandes, deputada Bia Kicis e prefeito Ricardo Nunes, que afirmou que o STF é constituído 'pelo povo brasileiro'.
A estratégia política do candidato se articulou em torno da pressão para o impeachment no Congresso Nacional e da defesa de uma agenda conservadora no Judiciário, com ênfase na rejeição ao que classificou como 'lavagem ideológica' nas decisões do STF. Ao citar o ministro Alexandre de Moraes como 'laranja podre' e prometer a indicação de cinco novos magistrados alinhados a posturas antiaborto e anticrime, Flávio Bolsonaro buscou reforçar seu discurso de ruptura institucional.
Flávio Bolsonaro afirmou que Alexandre de Moraes 'não pode contaminar toda a corte' do STF ao ser acusado de parcialidade política em decisão judicial.
Repercussão Política e Desafios Institucionais
A reação dos aliados foi unânime no reforço à narrativa de ataque ao Judiciário: Tarcísio de Freitas declarou que 'ninguém está acima da lei e da Constituição', enquanto Nikolas Ferreira classificou os áudios envolvendo Daniel Vorcaro como 'pastel de vento' e disse que 'o lugar de Alexandre de Moraes é na cadeia', evidenciando o tom beligerante do movimento. A convocação para atos futuros em Salvador e o lançamento do canal digital 24 horas pela campanha indicam uma ofensiva midiática contínua visando ampliar o alcance do bolsonarismo.
O s próximos passos incluem a formalização das indicações ministeriais propostas por Flávio Bolsonaro, que dependem da decisão do Congresso Nacional em sessão deliberativa, além da possibilidade de novas manifestações em capitais estaduais, com foco em consolidar uma base eleitoral rumo ao segundo turno eleitoral.



