Na quinta-feira (1º/10), o Ministério Público Eleitoral (MPE) formalizou a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) perante o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), requerendo a cassação do registro de candidatura de Dr. Furlan (PSD) ao governo estadual sob a acusação de abuso de poder político e econômico, uso indevido de veículos e meios de comunicação, e participação coordenada de agentes públicos, empresas de publicidade, operadores digitais e influenciadores na construção de uma estrutura para favorecimento eleitoral.
Contextualização da Investigação e Estrutura Coordenada
A ação, protocolada com base em inquérito da Polícia Federal, aponta a existência de quatro núcleos de atuação — político, comunicacional, financeiro e de difusão — que teriam mobilizado recursos públicos da Prefeitura de Macapá, totalizando gastos de R$ 2,6 milhões em campanha paralela para Clécio Luís, além da inclusão da candidata Luciana Gurgel (PL) no escopo investigativo.
Conforme apuração do MPE, a estrutura coordenada empregava conteúdos favoráveis ao projeto político de Furlan e ataques sistemáticos a adversários como Clécio Luís e Davi Alcolumbre, com uso estratégico de meios digitais e tradicionais para manipular o cenário informativo das eleições.
O Ministério Público Eleitoral acusa Dr. Furlan de movimentar R$ 2,6 milhões em recursos públicos da Prefeitura de Macapá para financiar campanha paralela à sua candidatura ao governo do Amapá.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Processuais
A defesa oficial de Dr. Furlan, por meio de sua assessoria, rejeitou as alegações como 'a três dias do primeiro turno', destacando que o caso depende da análise de um único relato testemunhal e carece de comprovação material, reiterando que as acusações ainda são hipotéticas segundo o próprio Ministério Público.
Com a denúncia formalizada, o TRE-AP passa a incidir na análise da regularidade da candidatura do candidato do PSD, enquanto o pedido de inelegibilidade por oito anos abre caminho para eventual suspensão definitiva do mandato caso a condenação seja confirmada em instância judicial definitiva.
Toda a construção da peça se apoia no relato de uma única pessoa. Essa pessoa entregou o próprio celular às autoridades e agora figura como a única testemunha da acusação. O texto do próprio Ministério Público recorre de forma reiterada a expressões como em tese, possível e deverá ser apreciada, o que revela que as afirmações ali contidas ainda carecem de comprovação.}}



