Presidentes e primeiros-ministros de vários países celebram a vitória de Lula nas urnas
Líderes da América, Europa e Ásia parabenizam Lula, enquanto Trump e Milei não se manifestam. (Foto: Ricardo Stuckert)
Presidentes, primeiros-ministros e representantes de governos da América, Europa e Ásia parabenizaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela vitória no segundo turno das eleições brasileiras, realizado neste domingo (25). Até a manhã desta segunda-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o da Argentina, Javier Milei, ainda não haviam se manifestado sobre o resultado. Milei apoiou Flávio Bolsonaro (PL) durante a campanha, enquanto Trump manteve uma posição pública de neutralidade.
As mensagens de felicitação partiram de líderes com diferentes posições políticas e destacaram a democracia brasileira, a cooperação diplomática e o interesse em fortalecer relações econômicas e ambientais com o país. Na América Latina, Lula recebeu manifestações dos presidentes do Paraguai, Chile, Bolívia, México, Uruguai, Panamá, Peru e Equador, além do primeiro-ministro do Canadá e de representantes de governos europeus e asiáticos.
Entre os líderes sul-americanos, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, defendeu a continuidade da integração e da cooperação entre os dois países. O chileno José Antonio Kast, apesar da proximidade política com Flávio Bolsonaro, afirmou ter telefonado para Lula para parabenizá-lo e destacou a intenção de ampliar a agenda bilateral nas áreas econômica e de segurança. O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, também celebrou a vitória e defendeu o fortalecimento dos vínculos históricos entre os dois países.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, publicou uma mensagem em defesa da democracia e parabenizou o povo brasileiro. No Uruguai, Yamandú Orsi afirmou ter conversado por telefone com Lula e chamou o brasileiro de amigo. O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, cumprimentou os eleitores pela realização do pleito e defendeu a continuidade da cooperação entre os países.
No Peru, a presidente Keiko Fujimori destacou a parceria diplomática com o Brasil e a importância da cooperação para o desenvolvimento sustentável da Amazônia compartilhada pelos dois países. Já o presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que a região enfrenta desafios comuns e tem a ganhar com o trabalho conjunto. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, também parabenizou Lula e defendeu o aprofundamento das relações comerciais e ambientais entre os dois países.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, chamou Lula de “caro irmão” e classificou o resultado como uma vitória histórica. Em sua mensagem, afirmou que o novo mandato representa a continuidade de políticas voltadas à paz, à soberania e à justiça social. O ex-presidente do Chile Gabriel Boric também se manifestou em tom de celebração, destacando o compromisso de Lula com a humanidade e a esperança em um cenário internacional marcado por disputas políticas.
Na Europa, o presidente francês, Emmanuel Macron, parabenizou Lula e defendeu o fortalecimento da parceria estratégica entre França e Brasil. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, relacionou o resultado brasileiro ao cenário político internacional e afirmou que a vitória poderia representar um avanço das forças progressistas. Já Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, destacou a democracia, o multilateralismo, o comércio e a cooperação climática como áreas importantes da relação entre a União Europeia e o Brasil.
Na Ásia, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, parabenizou Lula e manifestou interesse em ampliar a parceria estratégica entre os dois países. A China também reconheceu oficialmente o resultado. Por meio do porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, o governo chinês felicitou o presidente brasileiro e afirmou estar disposto a continuar avançando na cooperação bilateral.
Trump e Milei não se manifestaram
Até a manhã desta segunda-feira, Donald Trump ainda não havia publicado uma mensagem de felicitação a Lula. Antes da divulgação do resultado, o presidente norte-americano foi questionado sobre quem apoiava na disputa brasileira e respondeu: “Estamos observando”. Durante a campanha, Trump também afirmou em duas ocasiões que acompanhava a eleição brasileira de perto.
Nos Estados Unidos, parlamentares democratas celebraram o resultado. O deputado Joaquín Castro parabenizou os brasileiros pelo exercício do direito democrático, enquanto o senador Bernie Sanders classificou a reeleição de Lula como “extraordinária”. Antes da votação, Sanders havia enviado cartas ao Departamento de Estado, assinadas também por deputados democratas, pedindo respeito ao processo eleitoral brasileiro e ao reconhecimento do resultado das urnas.
Entre os republicanos, o senador estadual de Oklahoma Shane Jett e Donald Trump Jr., filho do presidente norte-americano, questionaram o resultado. No Brasil, Flávio Bolsonaro anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação da eleição, alegando irregularidades relacionadas à decisão de ampliar o horário de votação.
Na Argentina, Javier Milei também não havia parabenizado Lula até a manhã desta segunda-feira. O presidente argentino apoiou Flávio Bolsonaro durante a campanha. O silêncio dos dois líderes contrasta com as manifestações de outros governos que reconheceram a vitória do petista e sinalizaram interesse em manter ou ampliar as relações diplomáticas com o Brasil.
Com informações de O Globo*



