O Bitcoin, principal criptomoeda global, ultrapassou a marca de US$ 86.476,48 na sessão de terça-feira, 22, com alta de 0,52%, reforçando tendência de valorização impulsionada por expectativas de maior apetite ao risco e fluxos recordes em ETFs à vista nos Estados Unidos.
Contexto Institucional e Movimentações de Capital
A valorização ocorreu em meio a cenário macroeconômico volátil, marcado pela queda dos preços do petróleo e outros fatores que reduziram o apetite por ativos de risco, embora o Bitcoin tenha resistido à tendência geral com ganhos expressivos. Às 16h00 (Brasília), a criptomoeda negociava a US$ 86.476,48, conforme dados da Binance, enquanto o Ethereum registrava baixa de 0,11%, a US$ 2.754,77.
O volume de entrada líquida nos ETFs à vista de Bitcoin nos EUA alcançou US$ 998,95 milhões no dia anterior, representando o maior fluxo diário desde outubro de 2025, conforme reportagem do Dow Jones Newswires. Esse movimento reflete forte interesse institucional e reforça a relevância do ativo como referência para novos ciclos de valorização.
O Bitcoin atingiu US$ 86.476,48 com entrada líquida de US$ 998,95 milhões nos ETFs à vista em um único dia
Repercussão Institucional e Perspectivas Técnicas
Pedro Fontes, analista da Pesquisa do Mercado Bitcoin, destacou que a alta é sustentada por três pilares: queda do petróleo que elevou o sentimento de risco no mercado global, retomada das compras pela Strategy e volume robusto nos ETFs à vista. 'O ativo está a menos de 2% do preço de abertura de 2026', afirmou, indicando que os ganhos atuais estão praticamente apagando as perdas acumuladas no ano.
Analistas da CryptoQuant apontam que o Bitcoin superou sua média móvel de 365 dias (US$ 80,5 mil), sinal técnico que historicamente precede ciclos de alta prolongados. A próxima resistência técnica está em torno da média móvel de 50 semanas (US$ 89,6 mil), com potencial para novos patamares entre US$ 95 mil e US$ 90 mil.



