O procurador-geral da República, Paulo Gonet, validou o pedido da Polícia Federal e reforçou a necessidade de cumprir a ordem de prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União-RJ), decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na manhã de 15 de junho, durante a 8ª fase da O peração Unha e Carne no Rio de Janeiro.
Contexto Institucional e Antecedentes da O peração
A investigação policial apurou indícios robustos de que Canella atuava como 'patrono político e articulador de alto escalão' de uma rede criminosa suspeita de operar por meio de postos de combustíveis no Rio de Janeiro para lavar valores oriundos de atividades ilícitas, com foco na organização criminosa armada e na lavagem de capitais.
Antecedentes revelam que a captura do político ocorre após sua prisão em flagrante em julho do ano anterior, durante a 6ª fase da operação, quando agentes apreenderam um fuzil em um veículo vinculado ao ex-prefeito de Belford Roxo, consolidando o padrão de ação da quadrilha.
A prisão do deputado estadual Márcio Canella representa mais um marco na desmantelamento de uma rede que movimentava recursos ilícitos por meio de postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
Repercussão O ficiais e Desdobramentos Iminentes
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) reiterou seu comprometimento com a apuração isenta, destacando que atua em apoio à Polícia Federal sem compactuar desvios condutos e garantindo responsabilização conforme atribuições institucionais.
A defesa dos acusados Giovanni e Christiano Gaspar Fernandes declarou não ter acesso aos autos e manifestou surpresa com a prisão, enquanto a procuradoria-geral reforçou que a capacidade institucional e liderança do político eram fundamentais para a continuidade do esquema criminoso.



