O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão preventiva de seis investigados e determinou o bloqueio cautelar de bens e contas bancárias de 12 pessoas físicas e 11 empresas, totalizando até R$ 700 milhões, em razão de uma organização criminosa que movimentou R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos de combustíveis no Rio de Janeiro.
Contexto Institucional e Investigação da O rganização Criminosa
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, fundamentada em relatórios da Polícia Federal e parecer da Procuradoria-Geral da República, identificou uma estrutura criminosa que operava por meio de postos de combustíveis registrados em nome de laranjas, com o objetivo sistemático de lavar dinheiro e cooperação ilícita com agentes públicos do Estado do Rio de Janeiro.
As investigações revelaram envolvimento de figuras públicas e empresários com influência política, entre eles o deputado estadual Márcio Correia de O liveira (Márcio Canella), o ex-presidente do DETRAN/RJ Marcus Vinicius Amim Fernandes e o operador econômico Pablo Jukiá Felix Ferreira (Pablo Russo), além dos gêmeos Christiano e Giovanni Gaspar Fernandes, todos acusados de integrar a rede que fraudava o sistema tributário e financiava corrupção institucional.
O grupo movimentou R$ 7,6 bilhões por meio de uma rede de postos registrados em nome de laranjas para lavar dinheiro e corromper agentes públicos.
Repercussão Jurídica e Consequências Imediatas
A Justiça Federal e a Receita Federal foram acionadas para efetivar o bloqueio patrimonial até R$ 700 milhões, enquanto a Junta Comercial do Rio de Janeiro foi requisitada a suspender imediatamente as atividades econômicas das 11 empresas ligadas à estrutura criminosa, dentre as quais JR Posto de Combustíveis, Gasmix Auto Posto e DAGG Tavares Projetos Estruturais.
O afastamento cautelar do escrivão da Polícia Federal Fábio Henrique Ferreira dos Santos, lotado na Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ/RJ), reforça a gravidade da trama ao evidenciar a penetração da organização em órgãos sensíveis da segurança pública.
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