No âmbito do Inquérito das Fake News do Supremo Tribunal Federal, o ministro relator André Mendonça encaminhou os casos Master e da Farra do INSS ao plenário, sem formular acusações diretas contra Alexandre de Moraes, o que desencadeou uma série de declarações contundentes por parte de figuras públicas e instituições jurídicas.
Contexto Institucional e Desdobramentos Processuais
O ministro André Mendonça, responsável pela relatoria dos casos Master e da Farra do INSS, retirou o sigilo das informações e encaminhou os processos ao plenário do STF na quinta-feira (3/9), conforme consta no expediente oficial vinculado ao Inquérito das Fake News. A decisão foi fundamentada na necessidade de análise colegiada do colegiado superior, sem que houvesse menção explícita a condutas criminosas por parte de Alexandre de Moraes, embora a origem da denúncia tenha sido objeto de apuração prévia pelo Ministério Público Federal.
Antecedentes revelam que o ministro relator havia sido alvo de críticas por suposta parcialidade na condução das investigações, especialmente após a filtragem de conversas internas que indicavam interesse em abrir indícios de responsabilidade contra Moraes. A Polícia Federal chegou a relatar que Mendonça teria sinalizado intenção de investigar o ministro em razão de condutas possivelmente irregulares no exercício de seu mandato.
O ministro André Mendonça não acusou Alexandre de Moraes, mas foi acusado por este de improbidade, abuso de autoridade e crime de responsabilidade
Repercussão Política e Jurídica
A reação do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva foi inédita na crise institucional em curso: rompendo meses de silêncio, o mandatário gravou mensagem afirmando que a prioridade é preservar as instituições e que eventuais mudanças no comando do STF deverão seguir o devido processo legal, sem intervenções políticas diretas.
A Procuradoria-Geral da República e ministros do STF já sinalizaram a abertura de procedimentos para apurar denúncias de abuso de poder e manipulação processual, enquanto parlamentares como Flávio Bolsonaro (PL-SP) criticaram a iniciativa como tentativa de silenciamento judicial.



