A nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, aponta uma vantagem técnica de 39% a 35% entre Lula e Flávio Bolsonaro para a presidência, enquanto a Polícia Federal mantém investigação formal contra o filho do ex-presidente por quatro crimes no financiamento do documentário Dark Horse desde julho, fato que se tornou central na dinâmica eleitoral em meio à pressão judicial sobre os sigilos bancários.
Contexto Institucional e Apuração da Investigação
O levantamento da Datafolha, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e confiança de 95%, revela que a diferença entre os candidatos permanece dentro da zona de risco estatístico, especialmente diante da vulnerabilidade da base eleitoral de Lula entre trabalhadores informais e idosos, embora o alinhamento com o cenário político reflete resistência ao desgaste provocado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal nos últimos dias.
A apuração jornalística confirmou que a investigação contra Flávio Bolsonaro, iniciada em julho pela Polícia Federal no inquérito 087/2023, abrange supostos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e evasão de divisas, relacionados ao aporte financeiro ao documentário Dark Horse, cujos registros foram desvelados após a quebra do sigilo bancário do Banco Master por determinação do ministro André Mendonça sob pressão do ministro Edson Fachin.
A vantagem de 4 pontos percentuais entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Datafolha evidencia fragilidade do bolsonarismo em pleno período eleitoral.
Repercussão Política e Desafios Jurídicos
A derrubada do sigilo bancário expõe o caráter meticuloso da investigação federal e desmonta estratégias de mitigação utilizadas pelo núcleo familiar para blindar o filho do ex-presidente das acusações, colocando o bolsonarismo em posição de defensiva em um dos momentos mais críticos da campanha presidencial.
As manifestações da Justiça Federal e dos ministros do STF indicam que eventuais condenações por crime contra o sistema financeiro podem acarretar inelegibilidade ou suspensão prévia do mandato, enquanto a campanha de Lula busca capitalizar o cenário de instabilidade institucional para consolidar a liderança no segundo turno.



