A quarta-feira (2/9) trouxe reversão de tendência para o real, com o dólar caindo 0,93% em relação à moeda nacional, cotado a R$ 5,10, enquanto o Ibovespa avançou 3,06%, encerrando a sessão em 185,2 mil pontos, após ter atingido picos próximos aos 186 mil no horário de almoço.
Contexto Eleitoral e Movimentação de Capitais nos Mercados Financeiros
A pesquisa eleitoral da Quaest, divulgada às 10h15, revelou empate técnico entre Lula (42%) e Flávio Bolsonaro (41%) no segundo turno das eleições de 2026, fato que desencadeou volatilidade cambial e valorização dos ativos domésticos. A proximidade dos candidatos — redução de oito pontos percentuais para apenas um — gerou expectativa de estabilidade fiscal e atraiu fluxo de capital estrangeiro, impulsionando a Bolsa e pressionando o dólar.
Antecedentes recentes, como o caso Master envolvendo Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes do STF, geraram insegurança institucional, mas o mercado optou por priorizar indicadores eleitorais sobre riscos jurídicos, refletidos na valorização do real e na queda dos juros futuros.
O Ibovespa registrou alta de 3,06%, encerrando a sessão em 185,2 mil pontos, após ter atingido picos próximos aos 186 mil no horário de almoço.
Repercussão Institucional e Cenários de Curto Prazo
Autoridades monetárias e regulatórias mantiveram postura técnica diante da conjuntura. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reforçou que as variações cambiais refletem fundamentais domésticos, sem prejuízo à política de metas.
O recuo dos juros futuros e a estabilização do DXY indicam moderado otimismo com a volatilidade reduzida dos mercados externos. Analistas apontam que próximo do segundo turno eleitoral, expectativa de ajuste fiscal e menor risco político podem sustentar continuidade da valorização cambial.



