Belo Horizonte, 30 de setembro de 2024 — Carolina Arruda, de 30 anos, concluiu sua formação em Medicina Veterinária, um feito que simboliza a superação de uma trajetória marcada por 11 cirurgias e centenas de internações decorrentes da neuralgia do trigêmeo, condição neurológica crônica reconhecida internacionalmente por sua intensidade dolorosa extrema.
Desafios Pessoais e Contexto da Formação
A jovem mineira, que convive desde 2013 com a neuralgia do trigêmeo — patologia que gera crises de dor facial incapacitantes e classificada como uma das mais intensas do planeta — reafirmou seu compromisso com a profissão ao proferir o juramento formal durante a cerimônia de formatura, após anos de esforços para conciliar os sintomas com os rigores acadêmicos.
Durante o período universitário, Carolina enfrentou múltiplas intervenções cirúrgicas, longas internações hospitalares e episódios de dor que a obrigaram a usar cadeira de rodas no decorrer da graduação, enquanto persistia na determinação de concluir o curso e exercer a medicina veterinária.
Carolina Arruda tornou-se médica veterinária aos 30 anos, após superar 11 cirurgias e décadas de dor causada pela neuralgia do trigêmeo.
Investigação e Consequências da Perseguição Digital
Em 2026, Carolina registrou formalmente denúncia na Polícia Civil de Bambuí, alegando perseguição virtual por parte de um indivíduo que assumiu identidades falsas nas redes sociais e monitorava sua rotina médica e pessoal por anos, configurando crime de ameaça e violação da honra.
As autoridades iniciaram investigação sob o comando da delegacia local, com foco na análise de perfis digitais suspeitos e no cruzamento de dados para identificar possíveis vínculos com o caso já registrado anteriormente.



