A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quinta-feira (24/9), uma operação coordenada que apura suspeitas de fraudes em 56 contratações públicas com orçamento total estimado em aproximadamente R$ 17 milhões, abrangendo 31 municípios e revelando padrões de cobrança por produtos inexistentes, fornecimento de equipamentos usados como novos e movimentações financeiras irregulares.
Contexto Institucional e Evidências Apuradas
A investigação, denominada O peração Legado, identificou indícios robustos de condutas ilícitas em contratos diretos e licitações municipais realizadas nas áreas da saúde, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde empresas teriam atuado em conluio para simular concorrência e inflacionar valores.
Conforme apurado pela PF, os casos evidenciam sobrepreço sistemático, faturamento de mercadorias que não chegaram às prefeituras e uso de equipamentos previamente utilizados sem a devida transparência, configurando possíveis crimes como fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e organização criminosa.
A operação desmantela uma rede de fraudes que movimentou cerca de R$ 17 milhões em contratos públicos em 31 municípios.
Repercussão Legal e Desdobramentos Imediatos
A CGU acompanha os trabalhos técnicos da PF com foco na transparência dos processos licitatórios e na aplicação das sanções administrativas previstas no âmbito do contrato público.
A Justiça Federal autorizou o bloqueio de bens até o limite de R$ 3,4 milhões, medida que visa inibir a dissipação de ativos ilícitos durante o curso natural do inquérito.



