A produção industrial brasileira caiu 0,8% em setembro na comparação com agosto, na série com ajuste sazonal, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a retração mais intensa para o mês de setembro desde 2022, quando a queda havia sido de 1,6%. André Macedo, gerente da pesquisa, apontou que o desempenho de setembro foi marcado por uma maior disseminação das quedas entre as atividades investigadas.
Das quatro grandes categorias econômicas, três apresentaram recuo na produção. Entre os 25 ramos industriais pesquisados, 17 registraram taxas negativas, repetindo o patamar de agosto e representando o maior espalhamento de resultados negativos desde dezembro de 2025. As principais influências negativas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com recuo de 4,2%, e produtos alimentícios, que caíram 1,7%. Também contribuíram para o resultado negativo os setores de máquinas e equipamentos (-2,1%), produtos de minerais não metálicos (-2,6%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,2%).
Na comparação interanual, a produção industrial de setembro caiu 2,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, a queda mais intensa desde março de 2024. Desde maio deste ano, a indústria acumula perda de 4,1%, praticamente eliminando o crescimento de 4,2% registrado nos quatro primeiros meses de 2026. Entre as atividades que cresceram, as indústrias extrativas tiveram alta de 1,7%, interrompendo uma sequência de quatro meses de resultados negativos. Também registraram avanço os segmentos de produtos químicos (1,7%) e produtos do fumo (20,3%).



