Na manhã desta terça-feira, a Avianca, em conjunto com a GE Aerospace e a ABGF, formalizou um acordo de financiamento que prevê recursos de até US$ 300 milhões para a realização de serviços de manutenção, reparo e revisão (MRO) dos motores CFM56 da frota colombiana, operados na oficina Celma da GE Aerospace no Brasil – a primeira instância internacional a receber esse modelo estruturado de crédito para manutenção aeronáutica.
Contexto Estrutural e O peracional do Acordo
A operação, estruturada pelo Citibank e respaldada pelo Seguro de Crédito à Exportação (SCE) da ABGF, representa a primeira oportunidade em que uma companhia aérea não brasileira adquire financiamento destinado especificamente à manutenção de motores estrangeiros em território nacional, consolidando a Celma como polo estratégico de serviços aeronáuticos de alto valor agregado na América Latina.
O acordo, anunciado oficialmente por representantes das três instituições, reforça a posição da GE como líder em serviços técnicos para motores CFM56 – os quais representam mais de 25% da manutenção global interna da família – sob a gestão da unidade Celma, que opera cinco centros logísticos distribuídos entre Petrópolis (RJ), Rio de Janeiro e Três Rios, consolidando a expertise brasileira em manutenção aeronáutica para o mercado regional e internacional.
O financiamento autoriza investimentos superiores a US$ 300 milhões para serviços MRO de motores CFM56 da Avianca na oficina Celma da GE no Brasil.
Repercussão Institucional e Perspectivas Estratégicas
As partes envolvidas destacaram que o modelo adotado visa ampliar a exportação de serviços técnicos brasileiros, consolidando a liderança do País no segmento de MRO aeronáutico e ampliando a presença internacional da ABGF, que atua como gestora do SCE – ferramenta estratégica do governo federal para garantir pagamentos internacionais.
Especialistas apontam que o acordo pode servir de modelo para futuras parcerias entre empresas aéreas latino-americanas e fornecedores nacionais, especialmente no que tange à flexibilização financeira e à valorização da capacidade técnica local, com possíveis expansões para outras aeronaves e regiões.



