Na quarta-feira (7/10), policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-Cap) realizaram a prisão em flagrante de um indivíduo no Rio de Janeiro que transitava com um veículo clonado, adquirido por R$ 10 mil — valor significativamente inferior ao mercado, estimado em aproximadamente R$ 150 mil, segundo perícia técnica.
Investigação Criminal e Procedimentos da DRFA-Cap
A operação policial ocorreu durante patrulhamento ostensivo na zona norte da capital fluminense, quando agentes identificaram sinais de adulteração na placa do veículo e divergências nos registros do chassi e motor, conforme laudo preliminar da perícia criminalística. O suspeito, ao ser interceptado, reconheceu a procedência da negociação realizada por meio de anúncio no Facebook Marketplace e confirmou o pagamento integral em espécie, sem registro bancário.
Conforme informações oficiais da DRFA-Cap, o indivíduo já possuía histórico de envolvimento com crimes patrimoniais e já havia sido alvo de monitoramento por atividades suspeitas relacionadas a veículos de procedência duvidosa, o que reforça a suspeita de participação em rede criminosa especializada no tráfico de automóveis clonados.
O carro clonado, avaliado em cerca de R$ 150 mil, foi adquirido por meros R$ 10 mil, configurando preço irrisório e indícios claros de fraude documental.
Repercussão Institucional e Desdobramentos Legais
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) comunicou que as investigações seguem com foco na identificação dos intermediários na transação e na origem do veículo, bem como na rastreabilidade de outros possível envolvidos na rede criminosa que operacionaliza a clonagem de placas e componentes automotivos.
Especialistas em direito penal apontam que, se comprovado o intento comercializador, o crime pode acarretar penhora preventiva e até prisão preventiva em regime fechado, conforme disposto no artigo 171 do Código Penal, com possibilidade de reincidência agravada por uso de meio digital para negociação.



