Na semana que antecedeu a reunião decisiva marcada para 15 de outubro, a Federação Belga de Futebol oficializou sua decisão de não apoiar a reeleição de Gianni Infantino à presidência da Fifa, citando dois casos específicos — a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE) e a anulação da expulsão do jogador Folarin Balogun durante a Copa do Mundo de 2022 — como indícios de fragilidade na governança e transparência da entidade suíça.
Contexto Institucional e Histórico da Decisão Belga
A Declaração oficial da RBFA, divulgada por meio de nota técnica assinada pelo presidente da entidade, destacou a ausência de fundamentos claros e verificáveis que atestassem a legitimidade da Fifa Forward Enterprise, órgão criado para gerir investimentos estratégicos em desenvolvimento do futebol global, e revelou preocupação com os padrões de governança que norteiam suas operações.
O caso Balogun, que teve sua expulsão revertida por ordem direta de Infantino após intenso lobby do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu questionamentos sobre a autonomia decisória da Fifa e o risco de interferências externas em competições internacionais, especialmente em contextos que envolvem pressão política em âmbito esportivo.
A anulação da expulsão de Folarin Balogun pela ordem direta do presidente da Fifa ocorreu após pressão exercida por Donald Trump durante a Copa do Mundo de 2022.
Repercussão Jurídica e Estratégica no Tabuleiro Europeu
A postura belga se insere em um movimento mais amplo de críticas europeias à gestão infantilno, que conta com o apoio do italiano Aleksander Ceferin como único candidato declarado à reeleição, enquanto nações como Suécia, Escócia e Itália também manifestaram insatisfação com a transparência dos processos da entidade.
Especialistas em direito esportivo apontam que a anulação do cartão vermelho de Balogun pode configurar violação ao princípio da proporcionalidade nas sanções disciplinares, gerando potencial base jurídica para contestações em instâncias internacionais.



