No âmbito da O peração Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital no poder público e no sistema de transporte coletivo paulista, o ex-vereador Milton Leite prestou depoimento na quarta-feira (15) à Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (DISE) de Mogi das Cruzes, após a prisão temporária de outros 12 investigados vinculados ao esquema, conforme confirmado pela defesa do político à.
Contexto Investigativo e Desdobramentos da O peração
A oitiva formal do ex-parlamentar, realizada sob a coordenação do delegado Fabrício Intelizano, contou com a presença de sua defesa, representada pelo advogado Aloísio Lacerda Medeiros, que registrou o depoimento como sereno e contido, com o político negando categoricamente as acusações e afirmando estar colaborando integralmente com as investigações para esclarecer os fatos.
O caso encontra-se inserido em um quadro mais amplo de apurações que já resultaram na prisão do ex-presidente da Câmara dos Vereadores de São Paulo em 18 de setembro, medida prorrogada recentemente pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, indicando a complexidade das apurações que envolvem desde o âmbito legislativo até a gestão de empresas do setor de transporte coletivo.
Milton Leite nega envolvimento com PCC e afirma estar colaborando para provar sua inocência no inquérito em curso.
Repercussão Institucional e Caminhos da Apuração
A defesa do ex-vereador reforçou que Milton Leite está à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais e que confia no desfecho natural das investigações, enquanto o Ministério Público mantém postura técnica ao apontar indícios que vinculam o político à operação de empresas controladas pelo PCC, como a Transwolf, citada em declarações de militares junto ao Tribunal de Justiça Militar.
As próximas fases incluem a análise dos documentos apreendidos, o cruzamento de dados financeiros e a realização de diligências complementares que podem definir se há indícios suficientes para eventual formalização de acusação ou arquivamento do caso.



