Uma análise toxicológica realizada em restos mortais de oito múmias incas, conservadas em montanhas do Peru e da Argentina, identificou vestígios de substâncias psicoativas consumidas há cerca de 500 anos. O estudo, publicado na revista Antiquity, constatou a presença de cocaína e benzoilecgonina em todas as amostras de cabelo examinadas, compostos ligados ao consumo de folhas de coca.
Os pesquisadores também detectaram cocaetileno nas amostras de dois indivíduos, as múmias de Chuscha e Llullaillaco. Essa substância é produzida pelo organismo quando há o consumo combinado de cocaína e álcool, indicando que as vítimas tiveram contato com bebidas alcoólicas antes do sacrifício.

