Em 2023, a bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados consolidou uma estratégia legislativa consistente de 35 requerimentos voltados à Campanha da Fraternidade da CNBB, demonstrando intenso engajamento parlamentar em torno da iniciativa anual da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que mobiliza celebrações ecumênicas e debates sobre temas como justiça social e cuidado ambiental.
Contexto Legislativo e Dinâmica de Apresentação dos Requerimentos
A análise detalhada dos registros oficiais da Câmara dos Deputados revela que, entre 2023 e 2026, os parlamentares petistas protocolaram 35 pedidos formais relacionados à Campanha da Fraternidade, abrangendo pedidos de sessões solenes, homenagens institucionais e audiências públicas para debater documentos da Igreja Católica, como a encíclica Laudato Si' e iniciativas pastorais vinculadas à conferência.
O levantamento exclusivo considerou apenas os autores originais dos requerimentos, descartando assinaturas de apoio de outros deputados, e identificou José Guimarães (PT-CE), atualmente licenciado para assumir o cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais, como o principal articulador com quatro requerimentos específicos sobre sessões solenes das campanhas de 2023,2024, 2025 e 2026, tendo protocolado o último em fevereiro de 2026, dois meses antes de se afastar do mandato.
Foram protocolados 35 requerimentos do PT na Câmara entre 2023 e 2026 voltados à Campanha da Fraternidade da CNBB.
Repercussão Institucional e Respostas O ficiais
A CNBB repudiou categoricamente acusações infundadas feitas por Flávio Bolsonaro, que alegou, sem provas, auxílio na disseminação de fake news sobre seu suposto rompimento com o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida; a entidade destacou que suas manifestações eleitorais derivam exclusivamente de sua missão pastoral e princípios públicos consagrados em documentos oficiais.
As tensões entre representantes do PT e setores conservadores se intensificaram com a aproximação do debate presidencial, enquanto autoridades como o próprio Guimarães mantêm postura técnica ao propor sessões solenes como espaço legítimo de diálogo interinstitucional sobre pautas sociais e religiosas.



