O documentário 'Esse O utubro Não é Rosa', dirigido por Luciana Salvatore, será exibido às 19h da quinta-feira (22/10), no Cine Brasília, Asa Sul (DF), com o objetivo de revelar a complexidade e as fragilidades do acesso ao tratamento oncológico no SUS, centrando-se em casos reais de recorrência tumoral, como os vividos por Fátima e Rafaella, enquanto celebra sua trajetória artística premiership que consolidou cinco prêmios internacionais, incluindo o de Melhor Filme Independente no Cannes Arts Film Fest.
Contexto Institucional e Histórico da Exibição
A iniciativa cultural surge no marco do Mês de Concienciamento sobre o Câncer de Mama, com a escolha estratégica da data — 22/10 — para ampliar o debate sobre as desigualdades estruturais no acesso a exames preventivos e tratamentos oncológicos no SUS, conforme evidenciado pela trajetória das protagonistas Fátima e Rafaella, cujos casos de recorrência tumoral evidenciam a crítica ao atraso sistêmico na rede pública.
A obra, desenvolvida pela diretora Luciana Salvatore em parceria com o Instituto Umanizzare — órgão ligado à ex-delegada da PCDF Grace Justa —, destaca-se por integrar documentação jornalística com narrativa sensível, abordando não apenas a recorrência tumoral, reconhecida na literatura médica como 'retorno da doença após tratamento', mas também os desafios éticos e logísticos enfrentados por pacientes que dependem do SUS, em um contexto onde filas de regulação e burocracia comprometem a continuidade do tratamento.
O filme narra a trajetória de Fátima e Rafaella, duas mulheres que superaram o câncer de mama mas enfrentam recorrência tumoral devido à demora nos atendimentos do SUS.
Repercussão Jurídica e Posicionamentos O ficiais
A Associação Nacional de Saúde Coletiva (ANSC) destacou que o caso expõe o descompasso entre a capacidade resolutiva do SUS e a demanda crescente por diagnósticos precoce, alertando que a recorrência tumoral em pacientes com câncer de mama está associada a índices de mortalidade 37% superiores quando há atraso superior a 90 dias no início do tratamento, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
A diretora Grace Justa reforçou que 'o filme não é apenas um registro histórico, mas um chamado para a responsabilização institucional', defendendo políticas públicas que reduzam as filas de regulação e garantam prioridade clínica para casos de recorrência tumoral, enquanto o Ministério da Saúde informou estar avaliando propostas para ampliar os protocolos de acompanhamento longitudinal em casos complexos.



