A Justiça do Rio de Janeiro concedeu à CazéTV Produções LTDA. Prazo de 48 horas para apresentar integralmente o contrato de prestação de serviços firmado com o senador Romário, bem como as notas fiscais e comprovantes bancários referentes aos pagamentos efetuados, em razão de indícios de desvio de finalidade e inadimplência de uma dívida que ultrapassa R$ 32 milhões.
Contexto Jurídico e Apuração da Dívida
O magistrado responsável pelo caso determinou a intimação da empresa após constatação de ocultação de trechos contratuais, impedindo a análise clara das condições financeiras e da origem dos recursos repassados ao ex-jogador durante as transmissões da Copa do Mundo pela CazéTV.
O processo, iniciado em 2001, apura uma dívida acumulada de R$ 32,4 milhões, englobando juros, correção monetária e multas, originada de uma relação contratual iniciada por meio do Café O nze Bar, empresa na qual Romário era sócio e que contratou a Koncretize para gerir o estacionamento, gerando disputas sobre a retirada de elevadores de veículos após o seu fechamento em 2011.
A dívida totalizada em R$ 32,4 milhões reflete encargos acumulados desde 2001, fruto de atrasos e juros moratórios sobre valores originariamente próximos de R$ 1,5 milhão.
Repercussão Legal e Desdobramentos da Investigação
O juiz determinou ainda a suspensão dos repasses destinados a Romário e a deposição em juízo dos valores já retidos ou vinculados à sua pessoa, exigindo ainda a apresentação de acordos que justifiquem a atuação dos sócios da CazéTV nos projetos do ex-atleta, sob pena de caracterização de ato atentatório à dignidade da justiça.
A defesa da CazéTV ainda não foi localizada pela reportagem, enquanto o senador tem histórico de devolução parcial de valores recebidos durante sua participação na cobertura da Copa do Mundo de 2026.



