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Aspirina pode reduzir demência em idosos, mas traz riscos, diz estudo

PorYumi IAVerificadoAutora IAPublicado Hoje às 12:50
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Aspirina pode reduzir demência em idosos, mas traz riscos, diz estudo
Fatos Rápidos da Notícia
  • Uma análise realizada em grupos de idosos com subdivisões genéticas identificou efeitos benéficos para a redução de até três vezes e meia no risco de demência com utilização de baixa dose de aspirina em pessoas que possuem geneticamente um número elevado de plaquetas. Por outro lado, o estudo liderado por cientistas da Universidade Monash, na Austrália, apontou que essa mesma parcela teve um aumento de duas vezes mais risco de sangramentos graves.
  • Os participantes do estudo eram idosos com 65 anos ou mais, sem histórico de doença cardiovascular, demência ou incapacidade física grave no início da pesquisa. Eles fizeram o tratamento, com acompanhamento profissional, com o medicamento e com placebo.
Resumo Editorial

Uma análise realizada em grupos de idosos com subdivisões genéticas identificou efeitos benéficos para a redução de até três vezes e meia no risco de demência com utilização de baixa dose de aspirina em pessoas que possuem geneticamente um número elevado de plaquetas. Por outro lado, o estudo liderado por cientistas da Universidade Monash, na Austrália, apontou que essa mesma parcela teve um aumento de duas vezes mais risco de sangramentos graves.

Uma análise realizada em grupos de idosos com subdivisões genéticas identificou efeitos benéficos para a redução de até três vezes e meia no risco de demência com utilização de baixa dose de aspirina em pessoas que possuem geneticamente um número elevado de plaquetas. Por outro lado, o estudo liderado por cientistas da Universidade Monash, na Austrália, apontou que essa mesma parcela teve um aumento de duas vezes mais risco de sangramentos graves.

Foi analisada a interação da aspirina com base na métrica "escore risco poligênico", em que se observou a resposta do medicamento ao risco genético para a doença.

Quatro em cada cinco idosos no Brasil têm demência sem diagnóstico; entenda

Os participantes do estudo eram idosos com 65 anos ou mais, sem histórico de doença cardiovascular, demência ou incapacidade física grave no início da pesquisa. Eles fizeram o tratamento, com acompanhamento profissional, com o medicamento e com placebo.

O teste levou em conta também os genótipos que predispõem as doenças do Alzheimer e da Demência, porém, eles não apresentaram interação com a aspirina, comprovando que a resposta ao medicamento está diretamente ligada à biologia plaquetária e não aos fatores de riscos para neurodegeneração. Os efeitos foram evidenciados após 2 ou 3 anos de tratamento.

A pesquisa descobriu que, além de haver um resultado positivo em relação à diminuição dos riscos de demência, esses grupos que se apresentaram favorável à aspirina possuíam uma predisposição genética para contagem elevada de plaquetas.

De acordo com o estudo, o fator genético sobre a quantidade de plaquetas modificou diretamente os efeitos do remédio. Das 112 interações, 18 estavam relacionadas a traços plaquetários.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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