Na quarta-feira (9), durante sessão solene no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), a primeira-dama Janja Lula da Silva participou de cerimônia dedicada à mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio, evento que reúne representantes dos três Poderes para debater estratégias de prevenção e combate à violência contra mulheres, agendada para quinta-feira (10) às 10h no auditório do tribunal, localizado no Centro do Rio.
Contexto Institucional e Mobilização Estratégica do Pacto Brasil
A cerimônia, que contará com a presença de autoridades do Judiciário, Executivo e Legislativo, tem como foco principal ampliar o engajamento institucional na luta contra o feminicídio, conforme evidenciam os dados alarmantes que indicam a persistência de índices elevados de violência letal contra o público feminino no país.
O evento ocorre em um cenário de crescente atenção institucional ao tema, com destaque para a circulação do nome do desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro e presidente em exercício do TJRJ, como possível substituto de Jorge Messias na vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), reforçando a interseção entre a agenda de segurança pública e as articulações políticas em Brasília.
O Pacto Brasil reúne os três Poderes para enfrentar um desafio que vitima milhares de mulheres anualmente, com números que ultrapassam os 1.300 casos registrados em 2023
Repercussão Política e Desdobramentos Judiciais
A presença da primeira-dama ao lado do governador interino Ricardo Couto ressalta a estratégia de aliança entre os Poderes na construção de políticas públicas eficazes, enquanto interlocutores próximos ao presidente Lula defendem publicamente a avaliação de Couto como alternativa viável à indicação de Jorge Messias para o STF, movimento que já mobiliza setores do Judiciário e da base aliada do governo.
A expectativa é que a cerimônia sirva como palco simbólico para reforçar o compromisso institucional com a causa feminicídio, mesmo diante da complexidade das nomeações judiciais que exigem consenso entre os Poderes e atenção aos critérios éticos e técnicos exigidos pela Corte.



